Monday, June 30, 2008
quando as asas de uma borboleta recem nascida sao quebradas por um vendaval em uma ilha deserta no sudeste asiatico
Lá em Thi shi ano shan , uma linda borboleta negra de asas azuis e belos veios prateados acaba de sair de seu casulo para participar de sua aventura na terra, tudo para ela parecia novo, intenso apesar de sua experiencia anterior com lagarta, rastejante, apesar de bonita, vivia a vida apegada aos troncos das cerejeiras se empanturrando das folhas translucidas das mesmas. O tempo em que ficou se transformando em borboleta apagou em parte suas memorias, os perigos e as delicias do mundo que vivia anteriormente. Dentro do casulo, nao via, nada, apenas sentia, se sentia protegida, se tinha fome , o nectar da cerejeira a alimentava, o casulo a protegia do frio,
do vento, dos inimigos , pois a confundiam com um pedaço do galho da cerejeira. Agora, a luz do sol a cegava instantaneamente, a fraqueza das finas pernas ainda nao era suficiente para se manter em pe, as asas, oras , as asas, nao eram ainda firmes para alçar voos delicados sobres as imensas montanhas dessa ilha abandonada pela civilizaçao. Mas isso , por questao de minutos, que para uma borboletas deve equivaler a horas, o sol, depois de deixa-la sem visao por momentos agora ajudava a secar suas asas, ajudava a vislumbrar os coloridos da selva úmida e brilhante, onde em instantes travaria sua luta pela sobrevivencia e multiplicaçao.
Apos horas de voo, já pronta pra acasalar, encontra um par ideal, aquele ao qual se junta para por minutos trocar nao juras de amor , que borboleta nao tem disso, mas sim, sementes que serao logo transformadas em lagartas e assim um novo ciclo se dará. um vento sopra, repentinamente, um forte ventania abate a ilha, a borboleta, cheia de vida, prestes a completar seu ciclo nao consegue se proteger, acaba estraçalhada nas pedras, sem nada a dizer, sem mais nada a acrescentar , sua beleza, nao foi apreciada por homens comuns, poetas, ninguem se apaixonou por ela, ninguem chorou por sua morte, ninguem a enterrou, nem seu rapido flerte se importou com sua repentina partida. Tera sua vida sido em vão, ou o simples fato dela ter existido influenciou de alguma forma alguma coisa em nossas vidas, em qualquer coisa que tenha acontecido com vc , comigo, no Iraque, na Patagonia.
do vento, dos inimigos , pois a confundiam com um pedaço do galho da cerejeira. Agora, a luz do sol a cegava instantaneamente, a fraqueza das finas pernas ainda nao era suficiente para se manter em pe, as asas, oras , as asas, nao eram ainda firmes para alçar voos delicados sobres as imensas montanhas dessa ilha abandonada pela civilizaçao. Mas isso , por questao de minutos, que para uma borboletas deve equivaler a horas, o sol, depois de deixa-la sem visao por momentos agora ajudava a secar suas asas, ajudava a vislumbrar os coloridos da selva úmida e brilhante, onde em instantes travaria sua luta pela sobrevivencia e multiplicaçao.
Apos horas de voo, já pronta pra acasalar, encontra um par ideal, aquele ao qual se junta para por minutos trocar nao juras de amor , que borboleta nao tem disso, mas sim, sementes que serao logo transformadas em lagartas e assim um novo ciclo se dará. um vento sopra, repentinamente, um forte ventania abate a ilha, a borboleta, cheia de vida, prestes a completar seu ciclo nao consegue se proteger, acaba estraçalhada nas pedras, sem nada a dizer, sem mais nada a acrescentar , sua beleza, nao foi apreciada por homens comuns, poetas, ninguem se apaixonou por ela, ninguem chorou por sua morte, ninguem a enterrou, nem seu rapido flerte se importou com sua repentina partida. Tera sua vida sido em vão, ou o simples fato dela ter existido influenciou de alguma forma alguma coisa em nossas vidas, em qualquer coisa que tenha acontecido com vc , comigo, no Iraque, na Patagonia.
Comments:
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claro que sim! o que seria o mundo sem o sexo das borboletas? [e dos pregadores de roupa no varal, das pedras na beira da estrada e do dinheiro no caixa automática?] beijo!
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